E quando pudermos fazer upload das nossas mentes para um computador?

”Rattling around inside a hard drive doesn’t sound like an awful lot of fun — but then, neither does death.

É assim que começa este artigo de DanSung, no site How We Get To Next, no qual ele analisa assuntos como próteses cerebrais, upload da mente para um computador ou a natureza da identidade de cada ser humano.

O neurocientista/neuro-engenheiro Randal Koene acredita que dentro de 10 anos vai ser possível substituir partes do nosso cérebro com próteses sintéticas e que daí até substituirmos o cérebro na sua totalidade será uma questão de tempo. A partir de que momento então é que deixamos de ser nós (a nossa versão original, que saiu de dentro das nossas mães e se desenvolveu a partir daí) e passamos a ser um pessoa sintética, apesar de termos uma origem biológica?

“My personal bet is yes,” Koene tells me. “Within 75 years we’ll be able to emulate an entire brain. I would very much like to be uploaded eventually. I hope I’ll achieve that. I’m already in my 40s, so we’ll have to get on with it quite quickly. But this isn’t about me. This is something very important that we all need to work on.”

Koene, juntamente com os seus colegas da organização carboncopies.org, está a tentar fazer um reverse-engineering da mente humana e criar um modelo ao qual chamam Whole Brain Emulation (WBE). Assim que esse modelo existir, será possível criar um sistema que executa os mesmos “processos” que a mente humana (num robot, por exemplo) ou reproduzir partes do cérebro para criação de próteses. No entanto, o processo de reverse-engineering usado é extremamente demorado e, por isso, o mapeamento completo da mente é algo que ainda irá demorar muitos anos.

Uma das consequências mais óbvias de podermos vir a fazer upload da nossa mente, é a conquista da (quase) imortalidade do ser humano, mas por muito bom que isso pareça, surgem muitas questões morais para responder.

“The current generation has its ideas, and its pride in its ideas, and every generation has to overcome the fixed notions of the preceding generation in order to generate new knowledge and new techniques. If you’ve ever worked in an academic setting, departments are often controlled by the intellectual apparatus of the senior members. So it’s important for them to die and get out of the way. That not happening could really slow us down as a species.”

Even on an individual level, there’s no guarantee that a longer life would make us any more productive. Serial procrastinators and layabouts would possibly still while away the same percentage of their existence in front of the PlayStation, spending centuries instead of years on the couch. Workaholics, meanwhile, would be beavering away — they may even make copies of themselves, forming some kind of high-powered academic scrum. That said, without that threat of a deadline, they might not be quite so furious in their work. No pressure, no urgency; and so, Wynn agrees, perhaps no progress either.

“Why would reproduction be important at all if the species doesn’t require it in order to go on? Life would be all about accumulation; wealth, power, friendships, whatever people collect — bowling balls, costumes from Africa — but this accumulation depends on resources. We can only take this thought experiment so far. We’re postulating infinite life, infinite resources, infinite space to life. Eventually, there still has to be some kind of check on us somewhere,” Wynn says.

Estes temas são explorados com alguma frequência na ficção científica (Altered Carbon, de Richard K. Morgan, por exemplo) mas terão de ser discutidos com seriedade nos próximos anos, à medida que a tecnologia vai, não só, moldando as nossas vidas, mas também os nossos corpos e mentes.

 

Would You Like to Be Uploaded to a Computer When You Die? [DanSung, How We Get To Next]

Imagem: Image Editor