China está a testar tecnologia de propulsão EM Drive em órbita

EM Drive é uma tecnologia controversa que parece violar as regras de conservação do momento e a terceira lei de Newton.

Apesar de carecer de consenso teórico na comunidade científica, continuam a ser feitos investimentos por organizações como a NASA. A China Academy of Space Technology (CAST) revelou agora, através de uma conferência de imprensa, que tem feito pesquisa sobre esta tecnologia durante os últimos 5 anos.

O responsável pela divisão de satélites de comunicação da CAST, o Dr. Chen Yue, afirmou que já estão a ser feitos testes em órbita terrestre baixa.

Chen confirmed that Cast has developed a test device of the EmDrive and that tests to verify that the device can actually fly are already being carried out in low-Earth orbit. This ties in with information sources in the international space industry gave IBTimes UK under condition of anonymity that China already has an EmDrive on its orbital space laboratory Tiangong-2.

Segundo Li Feng, da mesma divisão, ainda é cedo para tirar conclusões e a força gerada pelo propulsor ainda é muito reduzida.

Li explained that Cast’s prototype of the EmDrive currently only generates mere millinewtons of thrust, and they will need to get these levels up to between 100 millinewtons to 1 newton in order to get orbit and attitude control – to prevent satellite from tumbling in orbit – to work if the thruster is placed on a satellite.

To do this, the cavity design will need to be improved, in order to reduce electrical loss from the material that the cavity is made of. There are also other problems relating to where exactly the microwave thruster is placed on the satellite, because its positioning can affect the temperature of the thruster cavity and thus how much thrust is produced.

EM Drive é uma tecnologia que, caso funcione, pode produzir movimento sem expelir propelente. Ou seja, vai ser possível gerar movimento sem usar combustível, usando para isso micro-ondas que são direccionadas para dentro de uma cavidade cónica, sendo necessário uma fonte de energia eléctrica que poderá ser, por exemplo, energia solar. Esta tecnologia poderá ser usada inicialmente para corrigir a órbita de satélites e quem sabe, num futuro mais longínquo, poderá tornar as viagens interplanetárias mais fáceis.

EmDrive: Chinese space agency to put controversial tech onto satellites ‘as soon as possible’ [Mary-Ann Russon, International Business Times]

Fotografia: SPR Ltd.